Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues

A mamografia machuca? Entenda o que esperar durante o exame

Diego Velázquez
Por Diego Velázquez

A mamografia é um exame que costuma gerar dúvidas antes mesmo do agendamento, principalmente pelo receio de dor ou desconforto. O Dr. Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, ex-secretário de Saúde, ressalta que entender cada etapa do procedimento ajuda a reduzir a insegurança e torna a experiência mais tranquila para a paciente.

Sob esse ponto de vista, a principal dúvida envolve a compressão das mamas, etapa necessária para obter imagens nítidas e confiáveis. Embora possa causar incômodo momentâneo, o exame costuma ser rápido e bem tolerado. Com isso em mente, a seguir, veremos o que acontece durante a mamografia, quais sensações podem surgir e como se preparar melhor.

Como a mamografia é realizada?

A mamografia é feita em um equipamento específico, chamado mamógrafo. Durante o exame, a mama é posicionada entre duas placas, que realizam uma compressão controlada por alguns segundos. Segundo o médico radiologista, Dr. Vinicius Rodrigues, essa etapa permite espalhar melhor o tecido mamário, reduzir sobreposições e gerar imagens com maior qualidade para análise.

A compressão é uma parte essencial da técnica, já que, sem essa pressão temporária, pequenas alterações poderiam ficar menos visíveis. Por isso, a equipe orienta a paciente durante cada movimento, ajusta o posicionamento e acompanha qualquer sinal de desconforto excessivo.

A mamografia machuca mesmo?

A sensação varia de pessoa para pessoa. Algumas mulheres relatam apenas pressão. Outras sentem dor leve ou moderada durante os segundos de compressão. Em geral, o incômodo é breve e termina assim que a placa é liberada. Inclusive, a expectativa de dor, muitas vezes, aumenta a tensão muscular e torna a experiência mais desconfortável.

Tendo isso em vista, o medo costuma ser maior quando a paciente não sabe o que vai acontecer e, de acordo com o Dr. Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, quando há explicação clara, acolhimento e comunicação durante o exame, a percepção de controle aumenta. Isso não elimina totalmente o desconforto, mas reduz a ansiedade e melhora a colaboração no posicionamento.

Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues
Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues

Quais fatores podem aumentar o desconforto?

O desconforto na mamografia pode depender da sensibilidade individual, do período do ciclo menstrual, da densidade das mamas e até do nível de tensão no momento do exame. Mamas mais sensíveis nos dias que antecedem a menstruação, por exemplo, podem reagir com mais dor à compressão.

Também é importante considerar experiências anteriores. Quando a paciente já passou por um exame difícil, pode chegar mais apreensiva à próxima avaliação. Conforme frisa o ex-secretário de Saúde, Dr. Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, esse histórico deve ser comunicado à equipe, pois pequenas adaptações na abordagem, no ritmo e na orientação podem tornar o procedimento mais confortável.

O que ajuda a reduzir a insegurança antes da mamografia?

A preparação não exige medidas complexas, mas alguns cuidados simples podem melhorar a experiência. O objetivo é chegar ao exame com menos tensão, informações claras e condições adequadas para que o procedimento seja feito com precisão, como comenta o Dr. Vinicius Rodrigues. Isto posto, algumas atitudes ajudam nesse processo:

  • Agendar em um período adequado: quando possível, evitar os dias próximos à menstruação pode reduzir a sensibilidade das mamas.
  • Levar exames anteriores: comparações ajudam na interpretação e podem evitar repetições desnecessárias.
  • Informar dores ou cirurgias prévias: próteses, cicatrizes ou áreas sensíveis devem ser comunicadas antes do posicionamento.
  • Evitar cosméticos na região: desodorantes, talcos e cremes podem interferir nas imagens, dependendo da orientação do serviço.
  • Conversar com a equipe: avisar sobre medo, dor ou desconforto permite ajustes durante o atendimento.

Esses cuidados não transformam a mamografia em um exame totalmente imperceptível, mas ajudam a tornar o processo mais previsível. Além disso, segundo o Dr. Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, médico radiologista, eles favorecem uma relação mais segura entre paciente e profissional, o que diminui a sensação de vulnerabilidade durante o procedimento.

A informação reduz o medo e melhora a experiência

Em conclusão, a mamografia pode causar desconforto, mas esse incômodo costuma ser breve, controlado e relacionado à compressão necessária para a qualidade das imagens. Saber o que esperar evita interpretações equivocadas e reduz o medo de um procedimento importante para a investigação e o acompanhamento da saúde das mamas. Desse modo, o exame se torna mais tranquilo quando há orientação, acolhimento e comunicação.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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